| Portuários/as farão pressão para manter o acordo feito com governo e relator da MP 595 |
FEDERAÇÃO
NACIONAL DOS CONFERENTES E CONSERTADORES DE CARGA E DESCARGA, VIGIAS
PORTUÁRIOS, TRABALHADORES DE BLOCO, ARRUMADORES E AMARRADORES DE NAVIOS, NAS
ATIVIDADES PORTUÁRIAS – FENCCOVIB
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS
PORTUÁRIOS – FNP
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS ESTIVADORES – FNE
COMUNICAÇÃO-CONJUNTA DE 12 DE ABRIL DE 2013.
ASSUNTO: PARALISAÇÃO NACIONAL NO DIA 19/04/2013
Companheiros/as:
Em reunião, no último dia 10, com Relator e Líder do
Governo, Senador Eduardo Braga, o mesmo reafirmou – embora verbalmente - que,
independente do que se venha a negociar com outros grupos interessados em fazer
alterações na MP, o Governo, a Relatoria
e as Lideranças do Governo na Câmara e no Senado estão garantindo integralmente
o acordo feito com relação aos pleitos dos trabalhadores. Foi enfatizado, ainda
verbalmente, pelo Líder do Governo, que a Presidente está comprometida em não
vetar qualquer item que compõe o referido acordo. Tal informação foi feita aos
representantes das comissões de negociação das três federações, na presença alguns
dirigentes sindicais.
Lembramos que, com as referidas conquistas, estamos conseguindo
alguns avanços consideráveis em relação
à Lei nº 8.630. São os casos da nossa aposentadoria específica (especial),
garantia de negociação (categoria profissional diferenciada) e trabalho fora do
porto organizado, manutenção da Guarda Portuária, modificação no texto que
trata da concessão das Administrações Portuárias, entre outros. Ou seja: além
de estarem sendo preservado – e até ampliado – nosso mercado de trabalho, os
nossos sindicatos estão sendo fortalecidos.
Entretanto, para consolidar tais entendimentos, o
Relatório deve ser submetido e aprovado pela Comissão Mista da MP 595. Para
tanto, o Governo e o Relator devem ainda negociar com outros dois segmentos. No
caso, com os empresários que, apoiado por parlamentares, defendem que sejam
adotadas diversas alteração na referida MP e possivelmente pleitos
contra os trabalhadores, assim como com representantes de Estados e
Municípios delegatários de portos públicos. Tais negociações não estão
avançando devido a conflitos de entendimentos entre as partes, existentes
até o momento.
A referida dificuldade de negociação está nos
preocupando. Isto porque, tal fato poderá obstaculizar a provação do Relatório
na Comissão Mista. E, com isto, corremos risco em relação à concretização dos
consideráveis avanços que conseguimos nas nossas negociações. Isto se agrava
ainda mais com o prazo para votação do Projeto de Lei de conversão da MP, na
Câmara e no Senado, que vence no dia 16 de maio. Isto não ocorrendo, ela (MP)
perderá sua eficácia. Ou seja: estamos
também correndo contra o tempo.
Por outro lado, caso o Relatório a ser apresentado até
o dia 17 não venha a contemplar todos os pleitos dos trabalhadores objeto da
negociação, ou se as federações vierem a receber comunicado oficial do Governo
tornando sem efeito o Acordo, ficam os sindicatos orientados a realizarem uma
paralisação em todos os portos por 24 (vinte e quatro) horas, inicialmente, a
partir do primeiro turno de trabalho do próximo dia 19 de abril (sexta-feira).
Como a responsabilidade jurídica do movimento
paredista recai sobre o sindicato, pedimos que os companheiros presidentes
adotem, imediatamente, todas as providências cabíveis na forma da lei de greve
e dos estatutos da entidade, para a efetivação do movimento. Lembramos aos
companheiros que, conforme deliberações dos sindicatos em Plenárias anteriores,
as categorias já se encontram em estado de greve, fato este que, em muitos
casos, já foram comunicados ao setor patronal.
Finalmente, convidamos a todos os sindicatos,
representados por suas direções, a comparecerem em Brasília nos
próximos dias 17 e 18, quando esperamos seja realizada a reunião da
Comissão Mista da MP 595 que irá apreciar e votar o Relatório do Senador Eduardo
Braga e as inúmeras emendas destacadas.
Ficam também os companheiros CONVOCADOS a participarem
de uma Plenária Conjunta que será realizada no dia 18 de abril corrente, a partir
das 18h30, em local a ser informado
posteriormente, tendo como pauta a avaliação da votação da Comissão e a
mobilização nacional.
As federações permanecem vigilantes
e em contato com o Governo, Relator e sua assessoria, bem como estarão
transmitindo, a qualquer momento, as informações necessárias e complementares, sobre o assunto
relacionado a esta Comunicação.
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